terça-feira, 22 de maio de 2007

Tesouros de Belo Horizonte

Fachada do Palácio da Justiça "Rodrigues Campos"
Foto de Marcelo Albert


Dá para acreditar que já existia falsificação de dinheiro na época do Brasil Império? Quem não tem curiosidade pela vida da célebre dona Beja? Como era feita a compra e a venda de escravos, em 1859?

Perguntas como essas podem ser respondidas com uma visita à Memória do Judiciário Mineiro, que fica no interior do Palácio da Justiça “Rodrigues Campos”, aquele prédio em estilo neoclássico que fica na avenida Afonso Pena, 1420.

Lá, pode ser pesquisado o famoso processo dos Irmãos Naves, um tremendo erro jurídico, que se tornou conhecido internacionalmente. O caso de falsificação de notas, em 1896, é impressionante pela semelhança com as notas originais.

Visitar o museu é um verdadeiro passeio no tempo. Vemos objetos inusitados como as escarradeiras que, hoje, seriam um caso para ser resolvido pela saúde pública. Vemos, também, chapeleiras, cadeiras antigas, objetos de uso pessoal de juízes, como togas e capelo – uma espécie de chapéu que hoje já não é mais usado.

E, como faz questão de ressaltar Andréa Costa Val, coordenadora do espaço, é uma excelente oportunidade para pesquisadores, historiadores, saberem como foi uma determinada época. Para tanto, basta pesquisar nos autos dos processos para se ter uma visão de todo um modo de pensar, de vestir, de morar. São “pedaços da história da nossa sociedade, um patrimônio de valor cultural imensurável”.

Um verdadeiro passeio no tempo. É, como diz a museóloga Ana Sílvia Bloise, “transformar um legado, por vezes distante e impessoal, em herança compartilhada”.

O espaço, criado em 1988, está aberto à visitação de segunda a sexta-feira, de 13 às 17 horas.




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