terça-feira, 29 de maio de 2007

Administrando Legal: Prefeitura Municipal de Sarzedo


Impossível ir a Sarzedo, uma pequena cidade a 29 km de Belo Horizonte, e não sair de lá impressionado!


Em entrevista com o Secretário de Governo, Wether Clayton de Rezende, pudemos comprovar que a atual gestão municipal tem realizado um trabalho fantástico.

Pode-se pensar que as obras que serão descritas a seguir são deveres dos governantes. E são mesmo. Só que alguns se esqueceram desta responsabilidade.

Tem vaga para todas as crianças que cursam o ensino fundamental. Há escola para todos! Preocupada em oferecer algo mais, a Secretaria de Educação testa um projeto piloto com aulas de música, inglês, balé, jiu-jitsu, capoeira e informática.

E o município tem uma posição privilegiada na classificação nacional em termos de educação. Em Minas, ocupa o 6º lugar e, no Brasil, o 23º. Temos que levar em conta que são mais de cinco mil os municípios do nosso país.

O lema “Prefeitura Municipal de Sarzedo – Trabalho e Responsabilidade Social” é realmente levado a sério: 99% das residências contam com saneamento básico; jovens são capacitados através de treinamento específico para trabalharem nas indústrias estabelecidas na cidade; todas as ruas são asfaltadas; a instituição oferece um programa para inclusão digital da população e está sendo construída uma policlínica, dentre outras ações desenvolvidas.

Outra coisa interessante foi a negociação realizada entre a Prefeitura, a Petrobrás e a MRS. Usando de muita diplomacia, em apenas duas reuniões, o Prefeito conseguiu aumentar o recolhimento de ICMS a favor de Sarzedo.


Quando vemos que o dinheiro público está sendo bem utilizado, que em algum lugar deste país a corrupção está distante, que um Prefeito, no caso Marcelo Pinheiro, está comprometido com a transparência, com a seriedade, que tem compromisso com a causa pública, que pensa em solucionar os problemas da sua comunidade, volta-nos a esperança de que este País tem jeito, apesar dos políticos.

Fotos de Rui Marcos

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Diversos



Um passeio no reino das pedras: mistérios, brilhos e cores

Foto de
Antônio Celso Moreira

Existem certas pessoas que têm uma curiosidade natural, uma vontade de explicação para o mundo que nos cerca. Uma dessas, foi o geólogo, mineralogista, geoquímico, engenheiro de minas e professor, Djalma Guimarães. Não é à toa que o Museu de Mineralogia de Belo Horizonte tem o seu nome!



Que mistérios nos reserva o nosso universo? Quando vemos uma estrela cadente, vemos uma estrela cadente e um desejo. Os cientistas vêem, respostas. Quais as respostas possíveis a partir da análise de um meteorito? O que a
muscovita, a fluorita, o zinco, têm a ver com o nosso cotidiano?

Todas essas perguntas são respondidas quando fazemos uma viagem pelo reino das pedras, guardado no Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães. Ali, temos a oportunidade de saber que a muscovita é a grande responsável por aquele brilho especial que existe na
maquiagem que usamos. Descobrimos que, logo de manhã, ao escovarmos os dentes, utilizamos a fluorita, que entra na composição do dentifrício. E sabe os deliciosos sucrilhos? Pois é: levam, em sua composição, ferro e zinco.

Foto de
Maria Lúcia Dornas

Quem fala sobre todas essas propriedades é o Elton Bois, funcionário do Museu. Ele acredita que a
geologia dá, às pessoas, a noção exata de que não se pode agir automaticamente. È necessário prestarmos atenção à vida, filosofia.

Vale a pena conhecer o Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães, que fica na Avenida Bias Fortes, 50, na Praça da Liberdade.

De terça-feira a domingo, das 9 às 17 horas, podemos nos deixar levar por mistérios, brilhos, cores, transparências,
diamantes, topázios, quartzos, dolomitas, andraditas e tantas outras ...


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terça-feira, 22 de maio de 2007

Tesouros de Belo Horizonte

Fachada do Palácio da Justiça "Rodrigues Campos"
Foto de Marcelo Albert


Dá para acreditar que já existia falsificação de dinheiro na época do Brasil Império? Quem não tem curiosidade pela vida da célebre dona Beja? Como era feita a compra e a venda de escravos, em 1859?

Perguntas como essas podem ser respondidas com uma visita à Memória do Judiciário Mineiro, que fica no interior do Palácio da Justiça “Rodrigues Campos”, aquele prédio em estilo neoclássico que fica na avenida Afonso Pena, 1420.

Lá, pode ser pesquisado o famoso processo dos Irmãos Naves, um tremendo erro jurídico, que se tornou conhecido internacionalmente. O caso de falsificação de notas, em 1896, é impressionante pela semelhança com as notas originais.

Visitar o museu é um verdadeiro passeio no tempo. Vemos objetos inusitados como as escarradeiras que, hoje, seriam um caso para ser resolvido pela saúde pública. Vemos, também, chapeleiras, cadeiras antigas, objetos de uso pessoal de juízes, como togas e capelo – uma espécie de chapéu que hoje já não é mais usado.

E, como faz questão de ressaltar Andréa Costa Val, coordenadora do espaço, é uma excelente oportunidade para pesquisadores, historiadores, saberem como foi uma determinada época. Para tanto, basta pesquisar nos autos dos processos para se ter uma visão de todo um modo de pensar, de vestir, de morar. São “pedaços da história da nossa sociedade, um patrimônio de valor cultural imensurável”.

Um verdadeiro passeio no tempo. É, como diz a museóloga Ana Sílvia Bloise, “transformar um legado, por vezes distante e impessoal, em herança compartilhada”.

O espaço, criado em 1988, está aberto à visitação de segunda a sexta-feira, de 13 às 17 horas.




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terça-feira, 15 de maio de 2007

NOITES ESPECIAIS

Senti-me privilegiada em ser aluna da Faculdade Estácio de Sá. Até orgulhosa, posso dizer. Tivemos uma Semana de Literatura e Comunicação, realizada no período de 7 a 11 de maio, que contou com a participação de grandes profissionais das áreas.

Em todos os dias da semana o auditório lotou. Algumas pessoas só arredaram pé quando as luzes se apagaram.

Na abertura oficial, segunda-feira, o presidente da Academia Mineira de Letras, Murilo Badaró, fez uma viagem pela literatura brasileira, dos clássicos aos contemporâneos. Ressaltou a importância da leitura para aprimoramento do texto, nosso instrumento de trabalho.

No segundo dia, tivemos a presença da atriz, diretora, dramaturga e professora Cristiane Candido, do jornalista, repórter e cronista, Carlos Herculano e do publicitário Jorge Netto.

Muito descontraída a palestra dos três. O coordenador do curso de Jornalismo, Carlos Alberto dos Santos, e a Cristiane, encenaram cenas de “Esperando Godot”, de http://www.culturabrasil.org/brecht.htm, disseram que o blog surgiu com o objetivo de tratar, com leveza e espontaneidade, a questão da maternidade. Segundo as autoras, esse meio virou um espaço de interlocução para a troca de experiências e, até, um ombro amigo pois “as coisas da maternidade não mudaram”, como disse Laura. Pela primeira vez, deram lugar à voz das próprias mães através do “Livro de Visitas” que virou um fórum de discussão sobre assuntos discutidos no blog.

Interessante que o blog deu origem a vários outros produtos: livros, palestras, coluna na revista TPM e programa de TV.

Elas se dizem fascinadas por esse novo meio de comunicação, lembrando que é uma mídia ainda a ser explorada pelo que ela proporciona.

Ressaltaram que a internet trabalha com o conceito de horizontalidade e com a grande capacidade de interação e de democratização do conhecimento. Mas tudo, condicionado ao acesso ao meio, além de saber ler e escrever. Algo que avaliaram como riqueza é a possibilidade do usuário ser produtor e consumidor, ao mesmo tempo.

“Poética publicitária: a vanguarda na vida cotidiana” foi o tema da palestra de Marcelo Dolabella, poeta e professor universitário. Achei muito interessante quando ele diz que “texto publicitário é poesia que vende tudo”. E provou, através de exemplos, o uso de figuras de linguagem, recurso próprio da literatura. Inclusive, citou a Itatiaia, que usa epíteto o tempo todo, como “mosquitinho azul”.

Enfatizou que artista pode e deve ganhar dinheiro com o seu ofício. E lembrou que Machado de Assis trabalhou na imprensa e que Fernando Pessoa, em Portugal, criou o primeiro slogan em português para a Coca-Cola.

Deixou-nos, para pensar: “a língua é poética na sua essência. O ser humano é que perde a sua poética”.

Velas acesas na mesa-de-honra, para receber palestrante e convidados. A noite prometia. E a palestra “De