Senti-me privilegiada em ser aluna da Faculdade Estácio de Sá. Até orgulhosa, posso dizer. Tivemos uma Semana de Literatura e Comunicação, realizada no período de 7 a 11 de maio, que contou com a participação de grandes profissionais das áreas.
Em todos os dias da semana o auditório lotou. Algumas pessoas só arredaram pé quando as luzes se apagaram.
Na abertura oficial, segunda-feira, o presidente da Academia Mineira de Letras, Murilo Badaró, fez uma viagem pela literatura brasileira, dos clássicos aos contemporâneos. Ressaltou a importância da leitura para aprimoramento do texto, nosso instrumento de trabalho.
No segundo dia, tivemos a presença da atriz, diretora, dramaturga e professora Cristiane Candido, do jornalista, repórter e cronista, Carlos Herculano e do publicitário Jorge Netto.
Muito descontraída a palestra dos três. O coordenador do curso de Jornalismo, Carlos Alberto dos Santos, e a Cristiane, encenaram cenas de “Esperando Godot”, de http://www.culturabrasil.org/brecht.htm, disseram que o blog surgiu com o objetivo de tratar, com leveza e espontaneidade, a questão da maternidade. Segundo as autoras, esse meio virou um espaço de interlocução para a troca de experiências e, até, um ombro amigo pois “as coisas da maternidade não mudaram”, como disse Laura. Pela primeira vez, deram lugar à voz das próprias mães através do “Livro de Visitas” que virou um fórum de discussão sobre assuntos discutidos no blog.
Interessante que o blog deu origem a vários outros produtos: livros, palestras, coluna na revista TPM e programa de TV.
Elas se dizem fascinadas por esse novo meio de comunicação, lembrando que é uma mídia ainda a ser explorada pelo que ela proporciona.
Ressaltaram que a internet trabalha com o conceito de horizontalidade e com a grande capacidade de interação e de democratização do conhecimento. Mas tudo, condicionado ao acesso ao meio, além de saber ler e escrever. Algo que avaliaram como riqueza é a possibilidade do usuário ser produtor e consumidor, ao mesmo tempo.
“Poética publicitária: a vanguarda na vida cotidiana” foi o tema da palestra de Marcelo Dolabella, poeta e professor universitário. Achei muito interessante quando ele diz que “texto publicitário é poesia que vende tudo”. E provou, através de exemplos, o uso de figuras de linguagem, recurso próprio da literatura. Inclusive, citou a Itatiaia, que usa epíteto o tempo todo, como “mosquitinho azul”.
Enfatizou que artista pode e deve ganhar dinheiro com o seu ofício. E lembrou que Machado de Assis trabalhou na imprensa e que Fernando Pessoa, em Portugal, criou o primeiro slogan em português para a Coca-Cola.
Deixou-nos, para pensar: “a língua é poética na sua essência. O ser humano é que perde a sua poética”.
Velas acesas na mesa-de-honra, para receber palestrante e convidados. A noite prometia. E a palestra “De